Bruna Caram e o Feriado Pessoal

27 08 2009





Michael Joseph Jackson (1958 – 2009)

26 06 2009

MJ

Eu perdi o maior ídolo da minha vida nesta quinta-feira. Nunca havia ficado tão triste com a morte de um artista.

Michael Joseph Jackson esteve presente em todos os melhores momentos da minha vida, desde que, ainda aos 8, me encantei com aquele sujeito estranho dançando e cantando como ninguém, na televisão.

Imediatamente comecei a imitar seus passos. A fazer apresentações nas tantas festas de família. Ao lado de meus primos, eu era o próprio líder do Jacksons Five.

Era sua última visita ao Brasil para um show. Em São Paulo, no Morumbi. E eu havia recém descoberto o grande artista da música pop. Tarde demais.

Desde então, passeei por sua carreira como se ele estivesse dividindo seus sentimentos comigo.

A braveza e atitude de bad, a sensibilidade de Gone Too Soon e Just Can’t Stop Loving You, as mensagens tocantes de Heal The World, Man In The Mirror e Will You Be There, quando ele deixava escapar: “I am only human”.

Confesso, gostava mais das baladas. De suas tentativas de mobilizar o mundo, muito antes dos artistas de cinema.

Lembro do velho vinil de Bad, descoberto no porão da casa de minha avó, que servia de base de apresentações entre os primos.

Em uma dessas, me apresentei enrolando um Beat It, com direito a coreografia, mas fui engolido pela minha própria timidez em Heal The World, talvez sua canção mais bonita. Cantei de costas. E ele deve estar rindo disso agora.

Foi o artista que eu mais ouvi, que mais admirei, que mais tive vontade de ver ao vivo.

E adoeci com ele a cada vez que a mídia o castigava.

Ele, que praticamente criou o pop, sentou em seu trono muito jovem, teve de abrir mão de sua infância por imposição de um pai cruel, mas depois que assumiu o controle de sua vida, decretou: serei criança pelo resto de meus dias.

Defendi Michael de todas as acusações feitas por pais oportunistas, que viam nele uma oportunidade de ganhar dinheiro.

E admirava sua atenção com as crianças. Para mim, sempre, sem malícia. Uma admiração verdadeira. Infantil.

A mídia onde estava? A favor dos calhordas. Como sempre. Esperando a queda do Rei.

Não, o jornalismo moderno não merece nenhuma lembrança na trajetória de Michael Jackson.

Pois o empurrou para a solidão, questionou seus costumes, vasculhou sua vida, invadiu seu coração, e o que encontrou? nada.

Os fãs, que sentiam nas músicas do Rei do Pop a autenticidade e sinceridade que tanto faltam no resto do mundo, nunca o deixaram de lado.

Repetiam, com ele: You Are Not Alone. I Believe In You. Don’t Fall Apart. You’re Always In My Heart.

E foi por eles que ele se propôs a retornar. Com 50 shows, esgotados em poucos minutos. 850 mil testemunhas. Não deu tempo.

O sétimo filho da família Jackson era uma pessoa de coração enorme. Que, no auge de sua popularidade, sofreu com problemas de saúde.

Quando mais execraram sua imagem, ele fez a maior turnê que se tem notícia: a Dangerous Tour. Com todos os ingressos esgotados em todos os cantos do planeta. Essa é a crise contada por todas as suas retrospectivas.

Hoje, seus discos voltaram à lista dos mais vendidos do mundo. Na verdade, mais de 300 milhões de cópias já foram vendidas com o nome do King of Pop na capa. O maior da história humana.

A mídia não conseguiu apagar, e sequer arranhar, Michael Jackson. Nem poderá compreender a pessoa sensível que este Deus da música foi em vida.

Amado por todos que o conheciam, deixa uma lacuna enorme, que um mundo como o nosso não poderá preencher.

Quando seu coração parou de bater, cansado de lutar, um pouco de mim também se perdeu.

Sem Michael, será muito, mas muito mais difícil, curar este mundo.





13 mil pessoas, uma praça, uma música

25 05 2009

Aconteceu na Trafalgar Square, em Londres.

Uma empresa de tecnologia resolveu inovar em sua nova publicidade.

Enviou convites pela internet para seus clientes da cidade, do tipo: me encontre em Trafalgar Square, no dia 04 de maio de 2009, às 14 horas.

Espontaneamente, 13,5 mil pessoas reuniram-se na praça, já equipada com imensos telões.

Microfones foram distribuídos, o telão se acendeu.

E as mais de 13 mil pessoas cantaram juntas o hino “Hey, Jude”, dos Beatles.

O resultado é simplesmente demais.





We Are Hunted – As 99 mais da internet

21 05 2009

A internet, hoje, tem espaço cada vez mais importante na música do que qualquer outro meio de comunicação.

É nela que acontece a revolução que afeta toda a indústria fonográfica e que muda os parâmetros do segmento.

Por isso, um ranking de mais baixadas, citadas e tocadas na grande rede é tão importante.

O We Are Hunted usa o Twitter e as redes de troca de arquivos para compor o ranking das 99 mais baixadas da internet.

E não é só isso, você pode ouvir, uma por uma, filtrar por artistas, escolher quem está emergindo, quem tocou mais na semana e no mês.

É um exercício que vale a pena ouvir a sessão Emerging, que mostra os artistas que brotam na grande rede a cada semana, a cada mês, os artistas que se relacionam com a música, os fenômenos de amanhã e de hoje da grande rede.

A última grande novidade é o Passion Pit, líder dos emergentes do mês, e que faz da tecnologia uma parede sonora poderosa e criativa.

Vale a pena procurar nos blogs e sites por aí.

Chega de papo, corram lá: We Are Hunted – http://wearehunted.com





Folha diz que qualidade do vinil é superior ao do CD

13 05 2009

vinil2Fatos são fatos, como diria o outro.

Eu ainda sou daqueles que babam por um disco de vinil nos sebos por aí.

E me deslumbro ainda mais quando vejo que as gravadoras estão retomando o formato.

Ou seja, já é possível comprar nas lojas exemplares novinhos em folha. “Zerinho”, como diria meu avô.

Mas não é só isso. O mercado tende a crescer.

O que levou a Folha de S.Paulo a fazer um teste. O CD, que chegou ao mercado como revolução tecnológica, tem mais qualidade de som que o vinil?

E convidou Edgard Scandurra, Marcus Preto e Tejo Damasceno para o teste.

A resposta? Não.

Em todas as audições, comparando o áudio de discos de João Bosco a Chico Science e Nação Zumbi, passando ainda por AC/DC, os três preferiram o som do vinil.

Se o CD está sendo substituído pela música virtual, azar dele. Porque o vinil está vivo como sempre.

Acesse a matéria completa aqui!





Disco novo, Vídeo novo – Nascer de Novo, por Bruna Caram

12 05 2009

Bruna Caram volta a ter espaço neste blog.

De disco novo no forno, só esperando o momento oportuno de ganhar o mundo, ela (e eu também, vocês já vão entender) ganhou novo vídeo no You Tube.

Nascer de Novo, de Dani Black, é a primeira música revelada do segundo trabalho da Bruna, em vídeo gravado e editado por mim, Lucas Caram, no começo deste ano, durante as gravações da faixa.

Em tempo: o segundo disco, Feriado Pessoal, sai entre o final deste mês e o início de junho. Vale esperar, especialmente por conta da faixa-título.

Enquanto isso, com vocês, Nascer de Novo, por Bruna Caram e o sensacional Marcelo Jeneci ao piano.

Aproveitem!





Orquestra de uma só mulher

5 05 2009

Eu sempre me questionei sobre a utilização da tecnologia na música, seja ela eletrônica ou não.

Acho a música eletrônica feita no mundo hoje de qualidade, mas estagnada em uma fórmula, variando sobre ela.

Com a tecnologia hoje disponível era questão de tempo até alguém mostrar um caminho diferente.

E hoje eu tive uma idéia do que pode ser feito.

O nome dela é Zöe Keating, é canadense, e seu instrumento é um Violoncello. Multiplicado por 16. Com a ajuda da tecnologia.

Quem já viu algum show de Naná Vasconcelos sabe do que eu estou falando. O princípio é o mesmo.

E Zöe é uma orquestra. Sozinha. Vai criando loops e variando sobre eles.

Simplesmente genial.





A Virada, o julgamento do Pirate Bay e Caetano Veloso

23 04 2009

Há muito não passava por aqui. Me propus a escrever um novo blog, sobre o ponto de vista do torcedor, o Arquibancada Eletrônica (arquibancadaeletronica.wordpress.com), e isto tem me tomado tempo.

Mas volto, porque coisas importantes aconteceram na última semana na música brasileira e mundial.

A primeira, e na minha opinião mais importante, foi a condenação dos donos do site Pirate Bay, na Suécia.

Em tempos em que a internet está cada vez mais integrada à vida em sociedade, a indústria escolheu Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm, Peter Sunde e Carl Lundstroem, criadores do site, como bode expiatório. Assim como havia acontecido aos donos do Napster anos atrás.

A situação da indústria de entretenimento é bastante clara: a batalha está perdida, e justamente para os consumidores de entretenimento no mundo. São eles que alimentam a rede de compartilhamento de arquivos, e é por causa deles que esta rede sempre existirá.

Dito isto, São Paulo já conhece a programação da Virada Cultural 2009.

Maria Rita, Novos Baianos, Tom Zé, Egberto Gismonti, Francis Hime, Beto Guedes, entre outros estão confirmados, e devem ter shows bastante esperados.

Fora dos grandes circuitos da Virada, há espaço para Nação Zumbi, um palco dedicado à Raul Seixar, música instrumental, e novos compositores, como os amigos Pedro Altério, Pedro Viáfora, Bárbara Rodrix, e o genial Pitanga em Pé de Amora, de quem este blog já falou bastante.

A Virada Cultural acontece nos dias 02 e 03 de maio, no centro da cidade de São Paulo e nos SESCs e CEUs da paulicéia.

A programação completa está no site da Virada:http://viradacultural.org/

O último assunto é o novo disco de Caetano Veloso. Depois do bom Cê, ele continua no rock, alternando bons momentos como em sua versão de Incompatibilidade de Gênios, de João Bosco e Aldir Blanc.

Porém, em uma primeira audição fica difícil de gostar do álbum, desde “Perdeu”, a música que abre o trabalho.

É, novamente, um disco primordialmente simples nas harmonias e melodias.

O que me alenta é que, em Cê, eu também demorei a gostar do disco.

Talvez seja preciso ver Caetano no palco novamente para que eu entenda o que há em Zii e Ziê.





Susan Boyle, um fenômeno

14 04 2009

Em qualquer canto do mundo é possível se impressionar com a capacidade (sobre)humana.

E, quando estamos falando de arte, e de sobrevivência, o ser humano pode tudo.

Na Inglaterra, o que era pra ser mais um daqueles bobos reality shows de música se tornou numa lição.

O Britain’s Got Talent, programa em questão, coloca pessoas comuns para exibirem seus dotes vocais, fórmula parecida com a de versões nacionais, como o bobo “Ídolos” e o pretensioso “Fama”.

Susan Boyle era apenas uma solitária inglesa de 47 anos, que há dez tem como companheiro apenas seu gato. Nunca teve namorado, não era socialmente aceita no colégio, e teve dificuldades de aprendizado em sua formação.

Foi com este estigma que ele entrou no palco do programa.

Mas depois… bem, assistam!

Quem não conseguir assistir, clique aqui!

A reação dos jurados, que desdenharam de Susan antes de sua performance, diz tudo.

*O primeiro link havia sido removido. Já resolvido, até que o YouTube resolva apagar de novo.

*do Pensar Enlouquece, via Twitter (@inagaki)





Bruna Caram leva dois prêmios do Quartas Musicais

9 04 2009


Bruna Caram levou Melhor Show e Melhor Cantora na noite de ontem, em premiação sediada no Teatro Eldorado.

PS: Desculpem as imagens, tiradas diretamente do meu celular.

Posted by ShoZu